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Tratamento do Esôfago de Barrett com Argônio

Tratamento do Esôfago de Barrett com Argônio

O que é Esôfago de Barrett?

O Esôfago de Barrett é uma complicação pré-maligna da doença do refluxo gastroesofágico, afetando 2 a 8% dos pacientes com esofagite erosiva. Possui um potencial de degeneração maligna que varia de 2 a 40%, de acordo com vários fatores como extensão do tecido metaplásico, grau de displasia, duração da doença e alterações genômicas. O adenocarcinoma associado ao Esôfago de Barrett é o tipo de câncer que mais cresceu em frequência (600%) no mundo ocidental nos últimos 20 a 30 anos.

Indicações

Tem indicação nos casos de Esôfago de Barrett sem displasia ou com displasia de Baixo Grau (Visto na biópsia)

Resultados

Os estudos mostram que a regressão do esôfago de Barrett é mais provável em pacientes que realizaram ablação com Plasma de Argônio. Na maior parte dos pacientes tratados com Plasma de Argônio, a nova mucosa (Técnicamente chamada de nova camada escamosa ) permanece estável ao longo dos 5 anos de seguimento , portanto ,substituindo aquela camada de tecido prejudicial que foi formada sobre o esôfago , voltando a camada normal (Epitélio Escamoso).

Coagulação com Plasma de Argônio

A coagulação com plasma de argônio é um método em que se utiliza corrente de coagulação de alta-frequência, sem contacto direto, no qual a energia é transferida para o tecido “alvo” através da condução por um gás (argônio) no qual a queima do tecido é interrompida assim que a área está ablada. As principais complicações são dor no peito e dor ao engolir os alimentos (odinofagia). Menos frequentes são o estreitamento (estenose) do esôfago, ulceração, hemorragia e perfuração.

Para a sua realização são necessários um cilindro contendo o gás de argônio, um gerador eletrocirúrgico de alta freqüência e uma sonda especial de eletrocoagulação, que é passada através do canal de biópsia do endoscópio e possibilita a pulverização do gás de argônio aquecido, plasma de argônio, direcionada para o ponto onde se deseja realizar a eletrocoagulação. A corrente elétrica produz a ionização do gás que passa a ser o meio condutor da corrente elétrica, formando o plasma de gás argônio. A energia térmica produz calor superficial de maneira uniforme, com profundidade de 0,5 a 3,0 mm com risco limitado de dano aos tecidos profundos ou perfurações.

Tratamento de Telangiectasia com Plasma de Argônio

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