Síndrome do Intestino Irritável atinge mais as mulheres

Artigo publicado no Blog Tempo de Mulher (Set/2013), com a participação do Dr. Marcelo Pedro, diretor da Cedig

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São muitas as pessoas que se queixam de problemas intestinais. Cólicas que parecem não ter fim, prisões de ventre e sensação de inchaço mesmo após ir ao banheiro. Estes e outros sinais podem ser de muitas doenças intestinais e uma delas é a Síndrome do Intestino Irritável (SII), que afeta até 25% da população brasileira, principalmente as mulheres, segundo dados da Associação Brasileira de Gastroenterologia (ABG). Uma pesquisa chamada 'Estudo SIM Brasil – Saúde Intestinal da Mulher', coordenada pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), divulgada ano passado, revelou que 67% das mulheres brasileiras (de todas as regiões do país e em todas as classes sociais) sofrem de problemas intestinais.

Entre as causas mais comuns, estão: infecção intestinal severa na infância; déficit de serotonina intestinal, mais comum em indivíduos com depressão (vale lembrar que até 80% da serotonina é produzida no intestino); grande quantidade de gases no intestino grosso;  refeições volumosas; e bebidas que contêm cafeína como café e chá.

A doença, explica o médico gastroenterologista e membro da Diretoria do Departamento de Gastroenterologia da Associação Paulista de Medicina, Marcelo Silva Pedro, é mais comum em pessoas acima dos 20 anos.

O que é a SII?

Como não se trata de um defeito anatômico ou estrutural, não é uma desordem física ou química identificável. A síndrome é considerada uma desordem funcional do intestino, ou seja, não há sinal de doença, mas sim de que algo que impede o bom funcionamento do intestino.

'O desconforto abdominal difuso é aliviado pela evacuação ou eliminação de gases. Pode haver diarreia, constipação ou alternância dos dois fatores. Os sintomas podem persistir por pelo menos três meses', explica o médico gastroenterologista Marcelo Silva Pedro.

Hipóteses para o surgimento do SII

Há várias hipóteses para o surgimento da Síndrome do Intestino Irritável:

- infecção intestinal severa na infância;

- déficit de serotonina intestinal, mais comum em indivíduos com depressão (vale lembrar que até 80% da serotonina é produzida no intestino);

- grande quantidade de gases no intestino grosso;

- refeições volumosas;

- bebidas que contêm cafeína como café e chá, entre outras causas desconhecidas.

Estresse pode desenvolver a SII?

Situações típicas de estresse como sensação de cansaço físico e mental, preocupações ou nervosismo, estimulam contrações (espasmos) no cólon de pessoas com a Síndrome do Intestino Irritável. O que acontece é que, como o cólon possui uma vasta rede de nervos que se conectam com o cérebro, nas situações de estresse ou ansiedade esta via pode causar desconforto abdominal.

'As pessoas, quando nervosas ou agitadas, frequentemente experimentam cólicas, desconforto abdominal ou até diarreia. Mas, em pessoas com a SII, o cólon manifesta-se de maneira muito mais intensa a essas situações', explica o médico gastroenterologista Marcelo Silva Pedro.

Sintomas e causas

'O principal sintoma é o desconforto abdominal em forma de dor. A causa da SII ainda não é conhecida, mas sabemos que as pessoas que apresentam o problema têm uma hipersensibilidade visceral, ou seja, apresentam um desconforto além do considerado normal', explica o gastroenterologista.

Um alerta: sangramento, febre, perda de peso e dor abdominal persistente e contínua não são sintomas da SII e indicam outros problemas que precisam ser investigados. O médico explica ainda que o problema é tão desconfortável na fase severa que pode levar a faltas no trabalho.

Diagnóstico

O diagnóstico é de exclusão, ou seja, devem-se excluir outras doenças antes de firmar o diagnóstico de SII. 'Além da análise clínica do paciente é necessário que ele seja submetido a exames como colonoscopia, provas de intolerâncias alimentares e exames de fezes', explica o médico.

Tratamento

O objetivo inicial do tratamento é responder perguntas do tipo como o problema ocorre, o que faz melhorar e piorar os sintomas, para se ter a tranquilidade de que não evoluirá para uma doença grave. Os medicamentos são importantes para o alívio dos sintomas.

'O tratamento normaliza ou tenta normalizar os movimentos peristálticos (intestinais) e diminuir a sensibilidade intestinal. É importante ainda o apoio nutricional, psicológico e a prática de exercícios físicos', explica o médico Marcelo Silva Pedro.

Suplementos de fibras, às vezes laxantes, remédios para diarreia, calmantes, antiespasmódicos (para combater os espasmos do intestino), servem para melhorar muitos dos sintomas abdominais.

Alimentação interfere?

Como de 70% a 80% das pessoas com SII possuem alguma intolerância alimentar, além das orientações sugeridas pelos médicos, é preciso uma orientação alimentar específica e personalizada para ajudar no controle dos sintomas. 'Os alimentos fermentáveis e que formam muitos gases são altamente prejudiciais, além dos alimentos que contêm glúten. O ideal é o acompanhamento com nutricionista solicitar dieta hipofermentista, ou seja, pobre em alimentos formadores de gases', explica Marcelo.

Em relação à lactose, este é um dos exames de intolerância alimentar a que o paciente é submetido, mas mesmo em pacientes sem intolerância, a restrição a lácteos melhora os sintomas.

  • Dr. Marcelo da Silva Pedro

    Dr. Marcelo da
    Silva Pedro

    Cirurgião do Aparelho Digestivo

    CRM 82.387

    • Gastroenterologista / Proctologista / Cirurgia Videolaparoscópica
    • Formado pela Universidade de Alfenas, Residência pela Real Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficiência
    • Médico Cirurgião do Hospital Israelita Albert Einstein
    • Especialista pela Sociedade Brasileira de Videocirurgia
    • Especialista pela Sociedade Brasileira de Laser
    • Membro da Diretoria do Departamento de Gastroenterologia da Associação Paulista de Medicina
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