Cápsula Endoscópica

A cápsula endoscópica tem sido empregada para auxiliar o diagnóstico de doenças do intestino delgado, e possibilita a visualização de regiões do intestino que dificilmente são visíveis por meio de outras técnicas diagnósticas. A cápsula endoscópica apresenta outras vantagens sobre as técnicas convencionais, tais como a comodidade para o paciente e o fato de ser um método pouco invasivo.

Capsula Endoscopica

A cápsula endoscópica (CE) é conhecida também como cápsula videoendoscópica, endoscópio em cápsula, endoscópio-cápsula, endoscópio encapsulado, videocápsula endoscó- pica ou videocâmera endoscópica.

Trata-se de um método não invasivo de investigação diagnóstica, no qual uma cápsula descartável, contendo uma minicâmera, uma fonte luminosa e um transmissor, transmite imagens (via wireless) para um computador enquanto transita no tubo digestivo. A CE move-se passivamente pelo intestino por meio dos movimentos peristálticos

Por meio da CE, é possível visualizar regiões do intestino delgado inacessíveis por meio da endoscopia convencional.

É útil na detecção de anormalidades do revestimento interno do intestino delgado e de inúmeras patologias gastrointestinais, tais como doenças inflamatórias, câncer, fontes de sangramento, infecções e até doenças mais raras.

Contra indicações ao método:

A CE está contra-indicada em pacientes portadores de obstrução intestinal ou naqueles que apresentam impossibilidade de deglutir a cápsula.

Como funciona:

Depois de ser ingerida com água, a CE obtém imagens do trato gastrointestinal e as envia, junto com os sinais de controle apropriados, ao gravador, uma unidade portátil externa que o paciente usa ao redor da cintura para captar e armazenar as imagens transmitidas pela CE. A transmissão das imagens ocorre por meio de oito sensores conectados ao abdômen do paciente. Oito horas de duração geram 50 mil imagens.

As reações adversas mais comuns associadas ao procedimento com a CE são dores abdominais, náuseas, vômitos e retenção da cápsula.

Indicações mais comuns para o uso da cápsula endoscópica:

Sangramento Gastrointestinal Obscuro

O sangramento gastrointestinal obscuro (SGO) pode ser definido como o sangramento persistente ou recorrente, proveniente do trato gastrointestinal, que não possui etiologia conhecida mesmo após a avaliação do intestino por endoscopia digestiva, colonoscopia ou exames de imagem.

O sangramento obscuro pode ser classificado em visível ou oculto, dependendo da presença ou ausência de sangramento clinicamente evidente.

O desconhecimento da etiologia do sangramento, em geral, se deve a lesões que não foram identificadas no esôfago, estômago e cólon durante a avaliação inicial. O sangramento não é detectado pela endoscopia convencional (endoscopia digestiva alta ou colonoscopia) por dois motivos: no momento do exame não havia sangramento (caráter intermitente do sangramento) ou evidência de sangramento anterior; o local do sangramento não foi abordado em virtude da limitação anatômica do intestino.

A etiologia da hemorragia do intestino delgado tem relação com a idade do paciente, desta forma, o tipo de manifestação clínica, associado com a idade, define o tipo de abordagem diagnóstica, bem como o prognóstico e resultados terapêuticos. Os pacientes mais jovens são mais acometidos por pequenos tumores intestinais, divertículo de Meckel, lesão de Dieulafoy e doença de Crohn (DC). Os pacientes com mais de 40 anos são mais propensos a hemorragia decorrente de lesões vasculares, que incluem até 40% de todas as causas.

Além disso, a hemorragia também pode ocorrer como conseqüência de lesões gastrointestinais induzidas por fármacos anti-inflamatórios não esteroidais.

Devido à incapacidade de se identificar o local do sangramento no intestino delgado por meio de exames de imagem, é pouco freqüente o diagnóstico precoce deste tipo de sangramento.

O tempo médio estimado para o diagnóstico diferencial do paciente portador de sangramento de origem obscura é de 2 anos, variando de 1 mês a 8 anos.

O SGO é responsável por cerca de 5% dos casos de hemorragia digestiva sendo que 90% dos casos têm origem no intestino delgado. As imagens dessa região são difíceis de obter, o que se deve às suas características anatômicas. As técnicas convencionais como o estudo radiológico com bário, a endoscopia digestiva e até mesmo técnicas de medicina nuclear e angiografia podem se mostrar limitadas

Doença de Crohn

A doença de Crohn (DC) é uma doença crônica, de etiologia desconhecida, com características inflamatórias, que pode acometer qualquer parte do tubo digestivo. Seus sintomas incluem dor abdominal, diarréia, febre e sangramento gastrointestinal.

Embora qualquer segmento intestinal possa ser acometido, o intestino delgado é o principal envolvido (cerca de 70%), sendo que mais de 30% dos pacientes têm sua doença limitada ao intestino delgado, particularmente ao íleo.

O diagnóstico da DC é difícil devido à diversidade de manifestações clínicas e à semelhança com outras patologias.

É baseado em uma combinação de achados clínicos, endoscópicos, radiológicos e laboratoriais, seguidos de exame clínico e suspeita da região acometida.

Para 38% dos pacientes que apresentam DC, o intervalo entre o início dos sintomas e o diagnóstico definitivo da doença é de, aproximadamente, 1 ano.

Dentre as técnicas diagnósticas atualmente disponíveis para identificação do SGO e da DC, a CE é a técnica menos invasiva. Não há necessidade de anestesia ou sedação e, após ingestão da cápsula, o paciente pode desempenhar normalmente a maioria de suas atividades.

Fonte:

Ano VI nº 14 | Março de 2011

Boletim Brasileiro de Avaliação de Tecnologias em Saúde ISSN 1712-2010

Procedimento para cápsula de cólon:

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