Intolerância à Lactose

A intolerância à lactose é caracterizada pela deficiência do organismo em produzir a enzima lactase. Esta enzima é responsável pela quebra da lactose – o açúcar presente no leite. Sem esta enzima a lactose não será digerida e absorvida. A presença desta lactose intacta, ou seja, que não foi aproveitada pelo organismo, causa alterações na parede do intestino, promovendo sintomas característicos desta intolerância, tais como dores abdominais, gases e diarréia.

A lactose está presente em quantidade significativa no leite de vaca, e em menor escala no leite de cabra. Já os derivados de leite possuem quantidades bem menores de lactose, já que o fermento lácteo utilizado na prepararão de coalhadas, iogurtes e queijos irão degradar a lactose e acidificar o alimento.

É importante saber diferenciar a intolerância à lactose da alergia à proteína do leite de vaca. Esta última é uma doença quase que exclusiva em crianças, e promove sintomas diferentes dos apresentados na intolerância à lactose, tais como lesões na pele e problemas respiratórios. Já as pessoas que apresentam a intolerância à lactose, apresentam uma tolerância individual a este carboidrato presente no leite, ou seja, existe uma quantidade que cada pessoa pode ingerir de leite e seus derivados sem apresentar os sintomas de intolerância.

A produção da enzima lactase é “dose dependente”, ou seja, o organismo produz com o estímulo causado pelo consumo de leite. Por isso, bebês e recém nascidos possuem um alto nível de lactase. Conforme a criança cresce e a porção de leite na alimentação diminui, a produção de lactase também irá diminuir.

Muitos indivíduos deixam de consumir leite durante a adulta e com isso decrescem muito os níveis de lactase no organismo. Quando passam a consumir leite ou alguns lácteos, não terão condições de digerir a lactose e poderão apresentar os sintomas de intolerância. Caso estes indivíduos façam o teste de intolerância a lactose irão apresentar resultado positivo.

Grande parte da população acima dos 5 anos apresenta deficiência da enzima lactase, porém muitos não apresentam os seus sintomas, o que dificulta o estabelecimento de um diagnóstico preciso. Pesquisas demonstram que aproximadamente 70% da população adulta apresentam a intolerância à lactose. Estudos realizados em crianças entre 7-14 anos estimam uma prevalência média de 11%. Em relação à alergia, não há pesquisas que revelam o percentual de crianças alérgicas especificamente à proteína do leite, mas estudos estimam que 6% das crianças menores de três anos apresentam algum tipo de alergia alimentar.

Qualquer reação diferente ao consumo destes produtos deve ser imediatamente informada a um profissional médico ou nutricionista, para que seja providenciado um diagnóstico adequado. Nos casos em que a alergia é identificada, faz-se necessária a exclusão de todos os alimentos que contenham proteínas do leite de vaca, enquanto para os intolerantes, não há necessidade de exclusão obrigatória e total do leite e seus derivados.

Os indivíduos que possuem baixa produção de lactase encontram no mercado leites com baixa lactase ou podem fazer uso de suplemento de lactase. O nutricionista ou médico irá orientar a quantidade e a maneira de suplementar para que o paciente possa ter uma alimentação saudável e normal. 

A exclusão do leite da alimentação em função da intolerância pode contribuir com a deficiência de nutrientes, uma vez que o leite e derivados são importantes fontes de proteínas, vitaminas, cálcio e outros minerais. O leite e alguns derivados são considerados como as melhores fontes de cálcio na alimentação, mineral essencial para manutenção de ossos e dentes. 

Doenças inflamatórias intestinais (DII) são sensíveis a lactose e proteínas do leite não digeridas, com isso podem sofrer desconfortos e ter piora em seu quadro clínico quando consumir leite e derivados. O acompanhamento com nutricionista nas DII é vital para corrigir as deficiências nutricionais que as doenças causam e adaptar a alimentação frente às restrições impostas.

Algumas doenças digestivas, como gastrite e refluxo gastroesofágico também podem dificultar a digestão e absorção do leite e seus derivados.

Portadores de doenças do aparelho digestório necessitam de atendimento com equipe formada com médicos e nutricionistas. A clínica CEDIG é especializada e conta com grande equipe multiprofissional

  • Dra. Andréa Esquivel

    Dra. Andréa Esquivel

    Nutricionista e Gastrônoma

    Nutricionista e Gastrônoma, especialista em Marketing Alimentício

    CRN3: 3050

    • Formada em Nutrição pela Universidade de Mogi das Cruzes - 1986.
    • Pós graduação em Marketing pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - 1991.
    • Especializada em Gastroenterologia.
    • Especializada em Gastronomia.
    • Especializada em Marketing alimentício.
    • Membro do da Equipe Multiprofissional da Clinica CEDIG – Centro de Medicina Avançada desde 1999.
    • Diretora da Gastronomia Nutritiva Caiaffa Esquivel – consultoria nutricional, marketing e gastronomia.
    • Professora convidada de diversas universidades pelo Brasil para cursos de pós graduação desde 1999.
    • Professora do Senac para cursos de pós graduação na área de gestão de restaurantes e para cursos técnicos de nutrição.
    • Palestrante nacional e internacional em diversos congressos e cursos na área de saúde desde 1998.
    • Atuação em Obesidade Mórbida desde 2001.
    • Consultora para restaurantes comerciais e para chefs de cozinha.
    • Consultora e colaboradora técnica do Conselho Regional de Nutricionistas, do Sindicato dos Nutricionistas e da Associação Paulista de Nutrição
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