Dietoterapia nos Distúrbios Cardiovasculares

As cardiopatias já são consideradas problemas de saúde pública, as doenças que acometem o coração ou ao sistema cardio respiratório cresce ano a ano. Entre elas está a hipertensão arterial e as dislipidemias. Frequentemente os portadores não se sentem "doentes" e afirmam: “somente possuo pressão alta e como tomo um "remedinho", está tudo "bem"; ou: "não tenho nada doutor somente as gorduras do sangue estão altas", tem algum "remedinho" para normalizar?”

Dieta Cardiovascular

Estas frases são muito comuns e acarretam diversos problemas de saúde pública.
No Brasil, a presidenta Dilma Roussef recentemente sancionou lei que garante distribuição gratuita para hipertensão arterial.

As doenças coronarianas estão entre as com maior índice de mortalidade. O bom funcionamento do aparelho cardio vascular depende de uma boa nutrição e a dieta tem papel importante no controle e prevenção das cardiopatias.

Hipertensão Arterial

A pressão sanguínea elevada ou hipertensão arterial (HTA) ou hipertensão arterial sistêmica (HAS), conhecida popularmente como pressão alta, é uma das doenças com maior prevalência no mundo.

Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia.

Considerada uma doença silenciosa, pois na maioria dos casos não são observados quaisquer sintomas no paciente. Quando estes ocorrem, são vagos e comuns a outras doenças, tais como dor de cabeça, tonturas, cansaço, enjôos, falta de ar e sangramentos nasais. Esta falta de sintomas pode fazer com que o paciente esqueça-se de tomar o seu medicamento ou até mesmo questione a sua necessidade, o que leva a grande número de complicações.

Como a pressão arterial tende a aumentar com a idade com as alterações vasculares que acompanham o envelhecimento, pode-se questionar se a hipertensão arterial é prevenível. Existem medidas que podem postergar este aumento de pressão. Estas medidas devem ser chamadas de medidas preventivas, mesmo que não impeçam, mas retardem o surgimento da hipertensão arterial:

  • Alimentação saudável.
  • Consumo controlado de sódio (sal de cozinha e alimentos ricos em sal).
  • Consumo controlado de álcool, combate ao alcoolismo.
  • Aumento do consumo de alimentos ricos em potássio.
  • Evitar o sedentarismo.
  • Evitar o tabagismo.

A Dietoterapia empregada seja na prevenção, seja na terapêutica, está focada na diminuição e controle na ingesta de sódio (cloreto de sódio – sal de cozinha) e informar os diversos alimentos industrializados e processados que podem conter doses muito elevadas de sal. Também é importante aumentar o consumo dos alimentos ricos em potássio, pois normalmente os medicamentos anti hipertensivos envolvem diuréticos e a perda de potássio é grande. Uma dieta embasada nos padrões da pirâmide alimentar, que valoriza os cereais integrais, frutas e legumes, é imprescindível para os hipertensos.

A hipertensão não controlada pode acarretar grandes problemas de saúde. Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbita, insuficiências renal e cardíaca.

A dieta hipossódica é sempre empregada como terapêutica tanto hospitalar como domiciliar na hipertensão, com valores que variam entre 500 mg (restrição severa) a 2000 mg (restrição ligeira) de sódio dia.

Aterosclerose

A aterosclerose é uma doença silenciosa que pode não apresentar sintomas durante anos e, na maior parte dos casos, se manifesta tardiamente. É um processo que se inicia, muitas vezes, na infância. Consiste na acumulação progressiva de gorduras nas paredes dos vasos ou artérias sanguíneas, que leva ao estreitamento ou até obstrução destas, que dificulta a circulação sanguínea e pode ocasionar acidentes cardiovasculares.

De acordo com estudos epidemiológicos, a aterosclerose vem aumentando, nos últimos anos, principalmente os países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. O excesso de peso associado ao acúmulo de gordura na região abdominal está associado à maior risco de doença aterosclerótica. A síndrome metabólica, neste caso, também está associada.

Mudanças na composição do prato devem ser efetuadas atuando tanto para a prevenção, quanto no tratamento das dislipidemias. A eliminação do cigarro também constitui uma medida fundamental e prioritária na prevenção da aterosclerose.

Há cinco fatores que provocam o acúmulo de gordura nos vasos sanguíneos. Como fator base está o colesterol, sobretudo o LDL (low density lipoprotein), considerado o mau colesterol. Ele se acumula com mais facilidade nas artérias. A hipertensão, o diabetes, o tabagismo e o sedentarismo são outros fatores que contribuem de forma decisiva para o desenvolvimento da doença. O sal também indiretamente, aumenta as chances de complicações cardiovasculares.

A prevenção é a palavra chave. Os doentes de AVC ou infarto do miocárdio ficam incapacitados, geram grande dependência do Estado, da família e podem comprometer o lado profissional e gerar aposentadorias precoces.

A dietoterapia tanto na prevenção como na terapêutica irá envolver a restrição das gorduras saturadas, controle das doses altas de gorduras animais, controle na ingesta de alimentos fritos. Deverá valorizar e incentivar as gorduras saudáveis como as gorduras monoinsaturadas e poliinsaturadas, aumentar a frequência de consumo dos alimentos fonte como azeite de oliva e frutas oleaginosas. O uso freqüente de alimentos funcionais também irá contribuir na prevenção e controle. Controlar o peso corporal e as taxas glicêmicas é importante como manter um acompanhamento nutricional constante.

Ateromas

Dislipidemia

Dislipidemia, hiperlipidemia ou hiperlipoproteinemia é a presença de níveis elevados ou anormais de lipídeos ou lipoproteínas no sangue. Os lipídios (moléculas gordurosas) são transportados numa cápsula de proteína, e a densidade dos lipídios e o tipo de proteína determinam o destino da partícula e sua influência no metabolismo.

As anormalidades nos lipídios e lipoproteínas são extremamente comuns na população geral. Consideradas como fator de risco para doenças altamente modificável, devido à influência do colesterol, uma das substâncias lipídicas clinicamente mais relevantes, na aterosclerose. Algumas formas de dislipidemia podem também predispor à pancreatite aguda.

O colesterol e suas frações são lipoproteínas produzidas pelos organismos animais, por isso não estão presentes nos vegetais e seus óleos. Somente 30% do colesterol circulante são provenientes da alimentação, o restante é produzido pelo próprio organismo.

Existem as dislipidemias primárias, de causa genética e as dislipidemias secundárias, provenientes de outros quadros patológicos, como por exemplo, o diabetes mellitus.

Para o diagnóstico são medidos laboratorialmente os níveis plasmáticos de colesterol total e suas frações LDL, HDL e os triglicerídeos.

A modificação na dieta é a abordagem inicial, contudo muitos pacientes necessitam de tratamento com estatinas (inibidores da HMG-CoA redutase) para reduzir o risco cardiovascular. Se o nível de triglicérides estiver muito elevado, os fibratos podem ser preferíveis, devido a seus efeitos benéficos nesse tipo de distúrbio. A combinação de estatinas com fibratos é altamente potente e efetiva, mas causa um risco bastante aumentado de dores musculares, portanto prescrita em casos selecionados e sob supervisão rigorosa.

A dietoterapia atual nas dislipidemias envolve um conjunto de fatores, o uso constante de aveia, que possui efeito direto sobre o colesterol alimentar, consumo de fibras solúveis, o aumento do Ômega 3 na dieta diária, seja na forma de suplementos ou de alimentos fonte como óleo de linhaça e peixes de água fria. O uso suplementar supervisionado de lecitina de soja também é um adjuvante importante no controle das dislipidemias. A terapêutica pode envolver dieta hipogordurosa e dieta baixa em colesterol, que podem ser temporárias ou permanentes.

  • Dra. Andréa Esquivel

    Dra. Andréa Esquivel

    Nutricionista e Gastrônoma

    Nutricionista e Gastrônoma, especialista em Marketing Alimentício

    CRN3: 3050

    • Formada em Nutrição pela Universidade de Mogi das Cruzes - 1986.
    • Pós graduação em Marketing pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado - 1991.
    • Especializada em Gastroenterologia.
    • Especializada em Gastronomia.
    • Especializada em Marketing alimentício.
    • Membro do da Equipe Multiprofissional da Clinica CEDIG – Centro de Medicina Avançada desde 1999.
    • Diretora da Gastronomia Nutritiva Caiaffa Esquivel – consultoria nutricional, marketing e gastronomia.
    • Professora convidada de diversas universidades pelo Brasil para cursos de pós graduação desde 1999.
    • Professora do Senac para cursos de pós graduação na área de gestão de restaurantes e para cursos técnicos de nutrição.
    • Palestrante nacional e internacional em diversos congressos e cursos na área de saúde desde 1998.
    • Atuação em Obesidade Mórbida desde 2001.
    • Consultora para restaurantes comerciais e para chefs de cozinha.
    • Consultora e colaboradora técnica do Conselho Regional de Nutricionistas, do Sindicato dos Nutricionistas e da Associação Paulista de Nutrição
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