Artigos: Nutrição

Dietoterapia na Desnutrição

A desnutrição é a enfermidade resultante de uma nutrição inadequada, pode envolver diversas doenças causadas por má alimentação que geram carências nutricionais pontuais ou complexas.Os sinais e sintomas não correm repentinamente, quando acontece a nutrição inadequada atua constantemente sobre o indivíduo, o organismo se desnutri gradativamente e gera alterações bioquímicas, fisiológicas e anatômicas.

As doenças carências podem ser endêmicas, que ocorrem em determinadas regiões, sócio econômicas, que envolvem a população de baixa renda sem acesso a alimentação adequada, e podem estar relacionadas à “fome oculta”, ou seja, carências nutricionais ligadas a erros alimentares e não a falta de alimentos.

Dietoterapia na Obesidade

A obesidade é um estado nutricional hoje considerado como doença. Classificada como obesidade mórbida, está na escala de IMC (índice de massa corpórea) com valores acima de 40.

IMC

O tratamento da obesidade é clínico. Está baseado na reeducação global (nutricional, física e psicológica). Esta reeducação tríplice precisa ser mantida por toda a vida. O uso de medicamentos tem pequeno valor coadjuvante e deve ser prescrito apenas por especialistas devido ao grande número de efeitos colaterais.

Dietoterapia nos Distúrbios Psiquiátricos

PsicologiaO funcionamento do sistema nervoso é extremamente dependente do estado nutricional. Pequenos distúrbios como esquecimentos, irritabilidade, dificuldade de concentração, estão ligados a deficiências nutricionais e má alimentação. Até um prolongado estado de desnutrição que podem gerar lesões no sistema nervoso central.

Dietoterapia nos Distúrbios Renais

Os rins são responsáveis por manter a homeostase química de todo o fluído do organismo. Sua função principal e regular e conservar nutrientes e a água, e excretar os produtos do metabolismo. Os rins também controlam a pressão arterial pelo mecanismo renina-angiotensina. As doenças renais, agudas ou crônicas, têm muitas causas. As enfermidades que afetam os rins são geralmente graves e podem levar o portador a necessitar de diálises constantes e transplante renal.

Os pacientes com insuficiência renal constituem um grupo muito heterogêneo, com diferentes, e às vezes, contraditórios, objetivos da terapia nutricional, das necessidades nutricionais e da composição dos planos nutricionais.

Dietoterapia nos Distúrbios Endócrinos Pancreáticos

O pâncreas é o órgão envolvido no metabolismo e absorção dos carboidratos, as células Beta das ilhotas de Lagerhans secretam o hormônio insulina e as células adjacentes secretam o hormônio glucagon. Ambos são importantes no controle do nível de glicose no sangue. No diabetes a insulina está ausente, presente em quantidade deficitária ou ineficaz.

Distúrbios Endócrinos Pancreáticos

Dietoterapia nos Distúrbios Cardiovasculares

As cardiopatias já são consideradas problemas de saúde pública, as doenças que acometem o coração ou ao sistema cardio respiratório cresce ano a ano. Entre elas está a hipertensão arterial e as dislipidemias. Frequentemente os portadores não se sentem "doentes" e afirmam: “somente possuo pressão alta e como tomo um "remedinho", está tudo "bem"; ou: "não tenho nada doutor somente as gorduras do sangue estão altas", tem algum "remedinho" para normalizar?”

Dieta Cardiovascular

Estas frases são muito comuns e acarretam diversos problemas de saúde pública.
No Brasil, a presidenta Dilma Roussef recentemente sancionou lei que garante distribuição gratuita para hipertensão arterial.

As doenças coronarianas estão entre as com maior índice de mortalidade. O bom funcionamento do aparelho cardio vascular depende de uma boa nutrição e a dieta tem papel importante no controle e prevenção das cardiopatias.

Dietoterapia nos Distúrbios Gastrintestinais

As doenças gastrintestinais podem ser classificadas em orgânicas e reflexas ou funcionais. Qualquer doença gastrintestinal representa uma ameaça em potencial ao estado nutricional do indivíduo. Os objetivos do cuidado nutricional compreendem não só aliviar os sintomas, mas também manter o bom estado nutricional. As desordens gastrintestinais prejudicam as capacidades individuais para consumir, digerir, absorver e utilizar os nutrientes.

Dieta Mediterrânea - Parte 3

Vinho

Em uma refeição, não se mudar de vinho é uma heresia. A língua se satura e, depois do terceiro copo, o melhor dos vinhos produz apenas uma sensação confusa

Brillat Savarin – Fisiologia do Gosto – 1848

Vinho Tinto

Dieta Mediterrânea

O consumo habitual de vinho está muito presente em diversos países banhados pelo Mediterrâneo, com exceção dos de religião islâmica, onde é proibido o consumo de bebidas alcoólicas. Principalmente na Grécia, país onde iniciou-se a pesquisa sobre um padrão alimentar que pudesse influenciar na prevenção de doenças e contribuir para o aumento da longevidade e da qualidade de vida. Neste país, o consumo de vinho de fabricação artesanal e caseira é grande e constante. Hoje, países como Espanha e Itália, estão entre os maiores produtores mundiais de vinho, além de também serem grandes consumidores per capita, perdendo apenas para a França. Onde o “Paradoxo Francês”, é motivo de diversas pesquisas científicas para avaliação do baixo índice de morte por cardiovasculopatias, apesar dos altos índices de colesterol plasmático.

VIDEIRA

O gênero Vitis, ao qual pertence as videiras, abrange cerca de 30 espécies, sendo que dentre elas as mais importantes são: Vitis vinifera; Vitis labrusca; Vitis riparia; Vitis berlandieri.

Foram identificadas mais de 3.000 variedades de uvas Vitis vinifera em todo o Mundo. Porém para a elaboração de bons vinhos são empregados apenas cerca de 50 que estão, geralmente sub classificadas em brancas, tintas e rosadas. As de clima ameno e seco possuem uma concentração maior de açúcares. As uvas para produção de suco de uva ou para consumo in natura, não são da espécie vitis vinifera, o que pode tornar o vinho e a uva ao natural alimentos muito distintos.

O cacho de uva é composto de uma parte lenhosa – o engaço e de outra parte carnuda – os bagos. Estes, conforme as castas, variam de formato, cor e consistência. O bago por sua vez é formado por uma pele de espessura variável – a película, e na parte interna pela polpa e pelas sementes (que variam de zero a quatro unidades por bago dependendo da variedade).

Dieta Mediterrânea - Parte 2

Frutas

A história dos frutos tropicais e exóticos é a história da humanidade. Eles marcaram a diferença na Europa entre “TER E NÃO TER”. Os que tinham se mantiveram saudáveis graças às vitaminas que os frutos oferecem, e por isso tiveram um papel importante na história social.

L. Benevides-Barajas – La Conquista de los Tropicales – Espanha 1998

Dieta Mediterrânea

A grande presença de frutas na “Dieta Mediterrânea” deve-se ao clima. Conhecer a Europa é entender a importância de climas mais amenos, pois o clima frio predominante em toda Europa, dificulta a produção agrícola, principalmente de frutas e verduras. É justamente nos países banhados pelo Mar Mediterrâneo que o clima se apresenta propício para o cultivo dos vegetais.

Presença de 4 estações definidas, invernos amenos, pouca neve, muito sol, presença de umidade no ar e chuvas em épocas certas.

Estas condições climáticas facilitaram aos povos do Mediterrâneo o cultivo da terra e com isso conseguiram oferecer alimentos baratos para o consumo. Os hábitos alimentares saudáveis não se fixaram por motivos nutricionais.

A geografia destes países também desenvolveu sítios com o chamado micro clima, e muitos destes diminutos pedaços de terra podem se assemelhar com climas tropicais, o que propicia o cultivo de frutas provenientes das regiões tropicais descobertas à época dos descobrimentos.

O alto consumo de frutas nos países do Mediterrâneo, deve-se ao predomínio do clima quente, a facilidade de acesso as frutas, o baixo custo e às tradições culturais.

Dietoterapia

Hipócrates, da Grécia antiga, considerado pai da medicina, afirmou: "Que seu remédio seja seu alimento, e que seu alimento seja seu remédio". A Dietoterapia é uma ferramenta do nutricionista, que utiliza alimentos para o tratamento e prevenção de enfermidades, e contribui para que o organismo possa adquirir os nutrientes para manter a saúde

Dietoterapia

Dieta Mediterrânea - Parte 1

Azeite de Oliva

El campo de olivos se abre y se cierra como un abanico. Sobre el olivar hay un cielo hundido y una lluvia oscura de luceros fríos. Tiembla junco y penumbra a la orilla del río. Se riza el aire gris. Los olivos están cargados de gritos. Una bandada de pájaros cautivos, que mueven sus larquísimas colas en lo sombrío.


Federico García Lorca – Poema de la siguiriya gitana – 1921

Dieta Mediterrânea

Em 1947, um grupo de cientistas, liderado pelo pesquisador Ancel Keys visitando Creta, ilha ao sul da Grécia e devastada pela 2ª guerra, se surpreendeu ao constatar que seus empobrecidos habitantes eram, em média, muito mais saudáveis que os britânicos ou americanos do pós-guerra. Com taxas mais baixas de doenças do coração, de câncer e de artrite e uma das mais longas expectativas de vida no Mundo desenvolvido. Os cientistas concluíram isto ser devido aos hábitos alimentares de Creta, rica em azeite, peixes, frutas e legumes frescos, sementes e cereais, e a difundiram com a expressão “Dieta Mediterrânea”, esta dieta foi pesquisada e denominada de ”Estudo dos Sete Países”, e até hoje continuam as pesquisas. Em 1970, um estudo americano mostrou os benefícios à saúde, uma dieta rica em frutas, legumes, grãos e azeite. Dez anos depois, um estudo europeu confirmou esta pesquisa.

Primavera à Mesa!

Flores: presentes da natureza para a culinária. Alimentação ficando mais bonita e saudável

Come, Sancho amigo, pois levas a vida a comer, enquanto eu passo a vida a pensar e a sofrer. Eu, Sancho, nasci para viver morrendo, tu para morrer comendo.


Don Quixote de La Mancha.– Miguel de Cervantes – 1605

História das flores na culinária

Embora o hábito de comer flores soe ainda estranho aos ouvidos de muitos e possa parecer modismo, as flores estão presentes em nossas mesas a muito tempo e não somente nos arranjos de centro. Antes mesmo de Cristo, as flores já faziam parte de receitas culinárias, enfeitando e emprestando seus sabores aos pratos. Os romanos usavam rosas para perfumar alimentos e vinhos; usavam a calêndula para dar cor a caldos e queijos. Os egípcios grandes cultivadores de flores para extração de essências para perfumes, desde a época dos faraós, possuem relatos sobre flores como ingredientes de receitas culinárias. Os sírios utilizam a mais de dois mil anos rosas e flores de laranja para confeccionar caldas doces e assim deixar mais irresistíveis os doces que até hoje são consumidos.

Na Itália e na França, é fácil encontrar à venda violetas cristalizadas como deliciosas guloseimas para acompanhar chás.

A delicada fragrância da flor de laranjeira - que já simbolizou a virgindade e não podia faltar nos buquês das noivas,- aromatiza doces e perfumes.

E algumas flores fazem parte de nossa alimentação sem darmos conta. É o caso da couve flor, do brócolis e da alcachofra. Existem relatos históricos do consumo de alcachofra no oriente médio a mais de três mil anos.

Alimentação saudável: Nunca é tarde para começar!

Alimentação Saudável

O segredo de uma vida longa e saudável está nos hábitos, tanto de vida quanto alimentar. Segundo pesquisas científicas, os fatores que influenciam no risco para a saúde são: 51% a dieta, 20% a hereditariedade, 19% o ambiente (poluição, clima) e 10% as doenças que não podem ser prevenidas. Através desses dados, podemos observar a importância da alimentação para nossa saúde.

Alimentação e sono: Como está o seu?

Alimentação e Sono

Uma boa noite de sono é muito mais eficiente do que muitos imaginam! É impressionante como o número de horas dormidas pelas pessoas está cada vez menor. E o seu sono como está?

A qualidade do sono tem um enorme impacto sobre a vida cotidiana. Ter uma noite de sono deficiente poderá afetar o trabalho e a concentração. Durante o sono, nosso corpo e mente se recuperam, fazendo com que você se sinta descansado pela manhã.

Condimentos e Especiarias

Temperando alimentos e criando seduções à mesa

O prazer da mesa é de todas as idades, de todas as condições, de todos os países e de todos os dias; pode-se associar-se a todos os outros prazeres e sobra como último para consolar-nos da perda dos outros.


Brillat Savarin - Fisiologia do Gosto – 1848

Relatos Históricos

Carl Von LinnéCarl von Linné, latinizado Carolus Linnaeus e conhecido como Linneu (1707 - 1778), Professor, médico, botânico e biólogo, naturalista, sueco, fundador da moderna sistemática de classificação para plantas e animais. Produziu vários livros, entre eles uma obra que lhe trouxe notoriedade internacional, Systema Naturae (1735), um livreto de 12 páginas tratando sobre os reinos animal, mineral e vegetal, a primeira de suas publicações, que depois (1758/59) atualizou em 2 novos volumes.

Ele agrupou em classes, ordens, gêneros e espécies as plantas já conhecidas e as que então eram descobertas em ritmo acelerado. Para identificá-las de modo válido em todo o mundo, atribuiu-lhes um primeiro nome em latim, correspondente ao gênero, e um segundo, que indicava a espécie. A nomenclatura binomial trouxe imediatos progressos ao estudo da botânica e manteve-se ainda em vigor na classificação sistemática dos seres vivos. A este cientista se deve vários termos técnicos, entre eles fauna, flora e mamíferos. Sua grande invenção prática foi inverter a escala centígrada para a usada em nossos atuais termômetros Celsius. É considerado o fundador da história natural moderna.

Não podemos falar de condimentos sem fazermos reverências a este grande homem, pois classificou e apresentou para o mundo moderno a maioria das plantas encontradas nos novos mundos: América, África e Índias, pois seus alunos e discípulos eram ávidos coletores de novas espécies. Praticamente todos os condimentos e todas as ervas, utilizadas na culinária, possuem classificações de Linneu. Por isso, encontramos a palavra Linn após o nome científico.

E sua classificação muitas vezes, baseava-se em seu nome conhecido entre usuários e nativos, como o chocolate, como já descrito anteriormente, ou por suas propriedades terapêuticas difundidas naquela época.

Usos de especiarias nos tempos

Quando estudamos os hábitos culinários da idade média vemos que, pela dificuldade de conservação dos alimentos, fazia-se uso, as vezes exageradamente, de condimentos para impedir, dificultar ou mascarar sua deterioração, mas deixava tudo com o mesmo gosto e por muito tempo não foram modificados. A lista de especiarias em uso nos séculos XIV e XV reproduz mais ou menos textualmente a que figurava dez ou doze séculos antes, apesar de em determinados locais desenvolverem culinárias distintas por interferência dos seus imigrantes. Como o açafrão, introduzido na Espanha pelos mouros e apreciado por toda a Europa durante a Idade Média. Mas é claro que deve ser levado em conta, para explicar essa cozinha à base de especiarias. A influência oriental e árabe, da Espanha muçulmana e também na Sicília.

Veja os serviços prestados

Convênios

  • Advance
  • Allianz Saúde
  • Ameplan
  • Amil
  • Apeoesp
  • Bradesco Saúde
  • Caixa Seguros
  • Care Plus
  • Cassi
  • Cetesb
  • Classes Laboriosas
  • Dix
  • Economus
  • Fundação CESP
  • Gama Saúde
  • Grupo Saúde Bresser
  • Hapvida
  • Intermedica
  • Itau
  • Life Empresarial
  • Mapfre
  • Marítima Saúde
  • MedService
  • Metrus
  • Notredame
  • Omint Saúde
  • Ônix
  • Portomed
  • Porto Seguro
  • Sabesprev
  • Santamalia
  • Saúde Secular
  • SP Trans
  • Sul America Saúde
  • Unafisco
  • Unimed
  • Unimed Rio
  • Unimed Seguros